http://www.youtube.com/watch?v=jqPXrmCD54Q
* Hanson [minha banda preferida]:
* Britney no que eu considero seu melhor momento:
http://www.youtube.com/watch?v=56qODIWoFik
* Mariah Carey [primeiro CD, depois das Chiquititas, que eu chamei de meu - e o único CD da Mariah que eu gostei]:
http://www.youtube.com/watch?v=SGO882ThMsk
Isso era o que eu gostava em 2001 e pra mim era tudo a mesma coisa. Até que um dia eu comprei o livrinho O que pensa seu ídolo, na banca de jornais perto do colégio. Só comprei porque tinha Hanson lá. E li de uma tacada só quando cheguei em casa. Lá dizia que eles gostavam de Aerosmith, banda que eu não sabia direito qual nem como era [eu amava a música do Armageddom e chorava com ela, mas daí a ligar música à banda...]. E fiquei um tempo sem saber, até março daquele ano, quando vi este clipe:
E foi só o começo de um processo de apaixonamento que chegou ao seu auge em agosto, quando estreou este clipe.
E até o fim daquele ano, Sunshine foi a minha música. Não necessariamente pela letra, mas de alguma forma a música me acalmava e animava nos momentos complicados. E olhe que não foram poucos. Comecei 2002 amando Aerosmith e amando principalmente Brad Whitford, o guitarrista base.
Rock, hein? Aquilo que eu disse que não gostava na redação da oitava série
Foi só o começo. Depois eu fui morgando gradativamente das boybands [que por acaso foram acabando pouco tempo depois], e gostando cada vez mais de outras músicas, de outras bandas.
Só conhecia de nome, que nem o caviar da música. E tinha criado um personagem de quadrinhos, ainda na oitava série, chamado Ozzy! No More Tears e Perry Mason são as minhas preferidas.
Medo, pânico, pavor, nojinho. Eu teria saído correndo da sala se visse Black Hole Sun no ano em que a música foi lançada; mas em 2002, mesmo tendo todas essas reações ao ver uma Barbie derretendo e uma guria cuspindo sorvete, fiquei fascinada. Achei a música simplesmente muito boa e mantenho a opinião até hoje. Detalhe: só conheço essa do Soundgarden e não fui muito com a cara do Audioslave.
Eu quis, e muito, ser a Kim Gordon quando eu crescesse. Assim como eu também quis ser a Shirley Manson só pra ter cabelo vermelho. E quis ter um Jon Bon Jovi só pra mim quando vi esse clipe:
Aí chegou aquela fase em que eu, achando que andar vestida de preto dos pés à cabeça era um visual roqueiro. Talvez fosse. Ter tatuagem também. Fiz uma de salgadinho, sabe? Comecei a ter aulas de violão, tentei ter minha própria banda, me candidatei a vocalista de banda também. Mas eu era uma menininha mimada e sem dinheiro que dependia da mãe.
Então acalentei a ideia de virar groupie e casar com Brad Whitford aos 18 anos. Enquanto isso, comecei a escrever meus livros. Curiosamente, todos eles tinham um pezinho, ou uma unha no rock. E teve um tempo que eu só ouvia isso e ignorava todo o tantão de música boa que eu ouvi desde o bercinho. Inclusive passei por cima do meu sonho de aprender a tocar violino e piano pra ter uma guitarra [que eu nunca ganhei, porque neopobreza, 15 anos, trabalho infantil] Depois dei uma enjoada e finalmente comecei a dar meus passos rumo a algo que poderia ser chamado de equilíbrio músico-estético-comportamental. E vamos seguindo...
Agora que não sou mais o que se pode chamar de roqueira de alma tatuada e carteira assinada, devo dizer que o rock despertou outras vocações em mim além da música. De tanto caçar informações sobre o Aerosmith e outras bandas que eu gostava/gosto, acabei me interessando por tradução [ou seja, se hoje eu tô em Letras, blame them]. E fiz amizades que duram até hoje. Tá, também teve aquelas amizades de chat uol que não sobreviveram uma semana, como a fã do Nirvana que me mandou um ou outro e-mail com muita foto [do Kurt Cobain] e pouco conteúdo. E fora que a música me rendeu muita ideia pra história, mas aí já são outros quinhentos...
