Esta é uma obra de semi-ficção. Qualquer semelhança com fatos, nomes, lugares ou coisa parecida, será mera coincidência.

wtorek, 14 lipca 2009

O rock e eu

Antes: minha orientadora escreveu e disse que agora o relatório estava ótimo. Agora é só esperar o povo mandar o e-mail com a data de entrega [que provavelmente será em agosto, mas o importante é estar livre].
Agora sim, ao post do dia. Tá certo que o dia do rock foi ontem, mas eu tinha esquecido e só lembrei por causa da coluna do Régis Tadeu no Yahoo. Acho que tenho umas palavrinhas a dizer sobre [o rock, não a coluna do Régis].
2001, oitava série, 13 anos. No livro de Português tinha uma proposta de redação: "fale sobre o que você gosta e o que não gosta na sua geração." Ou algo parecido. E eu fiz a redação. Lá pelo segundo parágrafo, falei de coisas que eu não gostava na música: pagode e rock. Eu não gostava daquele povo cabeludo e tatuado que só vestia preto. Tinha descoberto a MTV há pouco tempo e só a usava para os seguintes fins:
*NSync [vale ressaltar que eu babava litros pelo JC - e as pessoas malvadas bloquearam a incorporação desse vídeo]:
http://www.youtube.com/watch?v=jqPXrmCD54Q

* Hanson [minha banda preferida]:

* Britney no que eu considero seu melhor momento:
http://www.youtube.com/watch?v=56qODIWoFik

* Mariah Carey [primeiro CD, depois das Chiquititas, que eu chamei de meu - e o único CD da Mariah que eu gostei]:
http://www.youtube.com/watch?v=SGO882ThMsk

Isso era o que eu gostava em 2001 e pra mim era tudo a mesma coisa. Até que um dia eu comprei o livrinho O que pensa seu ídolo, na banca de jornais perto do colégio. Só comprei porque tinha Hanson lá. E li de uma tacada só quando cheguei em casa. Lá dizia que eles gostavam de Aerosmith, banda que eu não sabia direito qual nem como era [eu amava a música do Armageddom e chorava com ela, mas daí a ligar música à banda...]. E fiquei um tempo sem saber, até março daquele ano, quando vi este clipe:


E foi só o começo de um processo de apaixonamento que chegou ao seu auge em agosto, quando estreou este clipe.


E até o fim daquele ano, Sunshine foi a minha música. Não necessariamente pela letra, mas de alguma forma a música me acalmava e animava nos momentos complicados. E olhe que não foram poucos. Comecei 2002 amando Aerosmith e amando principalmente Brad Whitford, o guitarrista base.

Rock, hein? Aquilo que eu disse que não gostava na redação da oitava série

Foi só o começo. Depois eu fui morgando gradativamente das boybands [que por acaso foram acabando pouco tempo depois], e gostando cada vez mais de outras músicas, de outras bandas.



Só conhecia de nome, que nem o caviar da música. E tinha criado um personagem de quadrinhos, ainda na oitava série, chamado Ozzy! No More Tears e Perry Mason são as minhas preferidas.


Medo, pânico, pavor, nojinho. Eu teria saído correndo da sala se visse Black Hole Sun no ano em que a música foi lançada; mas em 2002, mesmo tendo todas essas reações ao ver uma Barbie derretendo e uma guria cuspindo sorvete, fiquei fascinada. Achei a música simplesmente muito boa e mantenho a opinião até hoje. Detalhe: só conheço essa do Soundgarden e não fui muito com a cara do Audioslave.

Eu quis, e muito, ser a Kim Gordon quando eu crescesse. Assim como eu também quis ser a Shirley Manson só pra ter cabelo vermelho. E quis ter um Jon Bon Jovi só pra mim quando vi esse clipe:

Aí chegou aquela fase em que eu, achando que andar vestida de preto dos pés à cabeça era um visual roqueiro. Talvez fosse. Ter tatuagem também. Fiz uma de salgadinho, sabe? Comecei a ter aulas de violão, tentei ter minha própria banda, me candidatei a vocalista de banda também. Mas eu era uma menininha mimada e sem dinheiro que dependia da mãe.

Então acalentei a ideia de virar groupie e casar com Brad Whitford aos 18 anos. Enquanto isso, comecei a escrever meus livros. Curiosamente, todos eles tinham um pezinho, ou uma unha no rock. E teve um tempo que eu só ouvia isso e ignorava todo o tantão de música boa que eu ouvi desde o bercinho. Inclusive passei por cima do meu sonho de aprender a tocar violino e piano pra ter uma guitarra [que eu nunca ganhei, porque neopobreza, 15 anos, trabalho infantil] Depois dei uma enjoada e finalmente comecei a dar meus passos rumo a algo que poderia ser chamado de equilíbrio músico-estético-comportamental. E vamos seguindo...

Agora que não sou mais o que se pode chamar de roqueira de alma tatuada e carteira assinada, devo dizer que o rock despertou outras vocações em mim além da música. De tanto caçar informações sobre o Aerosmith e outras bandas que eu gostava/gosto, acabei me interessando por tradução [ou seja, se hoje eu tô em Letras, blame them]. E fiz amizades que duram até hoje. Tá, também teve aquelas amizades de chat uol que não sobreviveram uma semana, como a fã do Nirvana que me mandou um ou outro e-mail com muita foto [do Kurt Cobain] e pouco conteúdo. E fora que a música me rendeu muita ideia pra história, mas aí já são outros quinhentos...

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