O melhor lugar do mundo pra escrever voltou a ser o laboratório de informática lá da facul.
Ano passado, quando eu tinha intervalos quilométricos de quatro horas, costumava ficar enfiada no laboratório com computador lento, teclado todo desconfigurado, mas ainda assim dava para escrever umas boas páginas antes de dar a minha hora.
Pois hoje, depois de muito tempo sem passar por lá, deu vontade de voltar só porque às 10 da manhã fiquei com uma coceira danada pra escrever. Depois de resolver uns detalhezinhos burocráticos - renovação de livro na biblioteca incluída - fui. E que surpresa boa: os computadores agora estão ótimos! Pelo menos no lab. que eu entrei estava. Teclado ótimo, tudo rapidinho.
Foi assim que comecei a escrever por uma hora ininterrupta. As palavras iam saindo assim, aos borbotões como numa cachoeira, uma torneira aberta depois de três dias sem água [e eu tinha escrito umas linhas ontem]. O tec-tec-tec de todas as pessoas digitando era a única trilha sonora.
O caso é que de uns tempos pra cá eu me viro bem criativamente em qualquer lugar, mas em casa fica meio difícil. Não sei se é o telefone tocando [nunca é pra mim] ou as pessoas pedindo coisas [ignorando que eu esteja ocupada], mas geralmente eu travo em tudo: de roteiros a trabalhos acadêmicos.
É, laboratório... Vai receber minha visita mais vezes, só pra garantir a produtividade.
0 komentarze:
Prześlij komentarz