Meu povo, não vou me espichar muito na introdução do texto, não. Mas queria compartilhar com vocês a terceira resenha sobre meu filhote #2, o Helênicas. A resenha foi enviada pra mim por e-mail e não será vista em nenhum outro lugar, só aqui mesmo. Vamos acompanhar?
AS HELÊNICAS
de Evana R.
Enrolei pacas pra escrever essa resenha. Na realidade, ela tinha saído há algum tempo, logo depois que finalizei o livro. Mas relendo hoje cedo senti que, sei lá, faltava alguma coisa, um tempero no texto. Apaguei tudo e reescrevi. Meu jeitinho. Procurei puxar pela memória as principais impressões que as Helênicas me deixaram. E nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente se você já leu outros livros. De certa forma, um substitui o outro. E a trajetória daqueles personagens não está mais tão clara, sabe. Mas ó que curioso. Com as Helenas, a coisa foi diferente. É a primeira vez que isso me acontece, eu acho. Até porque a minha memória é digna da peixinha Dori. Largando mão de escapismos, vamos a minha opinião geral sobre o romance. Fiz em formato de tópicos pra dinamizar a leitura e toda aquela questão visual que a gente já conhece.
1) A construção das heroínas: Foi genial. Sério. As características super bem delineadas. Todas personalíssimas, intrigantes, com razão de existir e o fundamental: sem espaço para passividade. Coisa que mais me irrita no universo é mocinha apática. Lamentavelmente, esse caminho é o mais comum, seja na literatura ou na televisão.
2) Coadjuvantes participativos: Levando em consideração que Helênicas foi concebida como um projeto para TV e escrita nos mesmos moldes, nada mais justo que a história girasse com o apoio de personagens periféricos. A autoria optou por um caminho bem curioso, diria até ousado, na literatura salpicando as histórias principais [são três, não nos esqueçamos] e valorizando as tramas paralelas. Adorei, em especial, a que envolveu Bartolomeu e Telma. A trama de Felipe se fazendo passar por alemão, mais adiante, ainda como desdobramento desta, também me foi muito simpática.
3) A reviravolta: Fiquei sem fôlego lendo. Devorei o Helênicas em doze dias. E só não acabei antes porque naquelas duas semanas a coisa estava preta. Mil compromissos, provas na faculdade, etc. A sequência que mostra Lindemberg [contém spoiler-contém spoiler] na dúvida se é pai de Lúcia Helena ou não; bem como a possibilidade das três heroínas serem irmãs; e a revelação de que Mariângela é a progenitora da nossa Helena mais batalhadora; nada mais novelesco, não?
4) O desfecho: Ele me decepcionou, a princípio. Como assim não vai ter um final claro? E revirava as páginas, voltava, relia... não, não podia ser. Mas com distanciamento, é compreensível a opção da autora. A vida segue, né gente? E com as Helenas não seria diferente. A última cena, o diálogo entre as três e o emblemático trecho “Cada uma foi para seu canto pensando naquela pergunta. E talvez fosse mesmo o capítulo final – da história daquele encontro, ou daquela reunião de vidas separadas pelos erros alheios. Mas seria o começo de outra, que ninguém sabia ao certo onde e quando ia começar. Talvez fosse naquela mesma noite, no dia seguinte ou só dali a seis meses. Por enquanto, que fosse o fim mesmo”. E ao invés do ponto final, reticências. Porque a vida é cíclica. Ela segue seu curso, por mais injusto que isso seja ou possa parecer.
ADENDO
Casting: Tinha prometido à Evinha uma lista [pessoal e intransferível, claro] com as minhas sugestões de Helenas. Acho que deve casar com o que ela visualizou. Sintam só.
ANA SOPHIA FOLCH => Lúcia Helena.
JULIANA LOHMANN => Célia Helena.
LETÍCIA COLIN ou FERNANDA SOUZA => Maria Helena.
***
Espero não ter me estendido mais que o necessário. Obrigado pela oportunidade de escrever tanto.
Eddy Fernandes, 20 de janeiro de 2012.
Manaus – AM
Eddy, chérie, muito obrigada por tudo e feliz aniversário, viu? E sim, eu tinha pensado na Anna Sophia pro meu elenco imaginário, heheh. :)
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