sexta-feira, 5 de julho de 2019

Vc pode me fazer uma pergunta bem pessoal?

Mariana é uma mulher de 40 anos, casada, mãe de dois filhos e professora de literatura. Casou apaixonada aos 25 anos com representante de uma multinacional, Fernando. Eles tem um casamento sólido, mas que chega ao 15° aniversário um pouco desgastado, digamos morno. Ele é gentil, mas por evitar conflitos do que por ser realmente educado. Transam de 15 em 15 dias e isso também já não é nenhuma “performace”, mas vai seguindo, cada um no seu papel.
Quando mariana entrou na adolescência, seguiu o caminho de suas primas por parte de pai, se apaixonou Túlio, “!o primo’. Ele era um gato e se orgulha até hoje de ter saido com todas as primas. Mari, adoraria que isso fosse verdade, mas com ela não rolou, pois nunca esteve dentro dos padrões para sua idade, sempre foi mais cheinha, mais chatinha, mais tímida do que as outras, então sempre esteve fora do time. Por isso desdenhava, se dizia apaixonada por um vizinho, por sinal “maravilhoso”, que pra variar Tb não passou de amor platônico. O que as outras nem desconfiavam era que Mari amava Túlio desde os 9, quando ele salvou sua vida numa praia da Barra. Desde aquele dia ela passou a vê-lo como o seu príncipe salvador. Aquele segredo focou somente entre eles. Nunca mais tocaram no assunto.
Ele realmente a protegia, quase um irmão. O pai de Mari, tio adorado de Túlio, sempre confiava a filha ao sobrinho e ela podia sair a noite com a turma dele. O que era um saco, Túlio no maior amasso com todas e mais algumas, enquanto Mari...
No aniversário de 15 anos dela, ela dançou com vô, com pai, com tios e finalmente com os primos e ele estava lá. Quando a festa acabou, só ficaram os primos e Mari. Até poderia ter acontecido algo, mas Mari tinha uma cruel mania de ser a pessoa especial na vida de alguém, não parecer fácil, fazer a diferença e blá, blá, blá... Mais uma oportunidade perdida.
O tempo passou, cada um seguiu seu caminho, Túlio se tornou dentista, continuou garanhão, mas é solteiro convicto, adora uma gandaia. Eventualmente Mari e Túlio se vêem nos encontros de família, mas o tempo se incumbe de secar os fantasmas. São primos e apenas isso, sem intimidades.
No ultimo encontro de Mari com Ceci, uma das primas que comemorava seu aniversário. Depois da festa, Ceci e Mari ficaram sozinhas revirando as fotos da infância. Ceci já estava para lá de Bagdá, quando Mari pegou a foto do seu aniversário dançando com Túlio. Ceci vendo a prima apreciar a foto soltou: Foi nesse dia né!!!
Mari: Meu aniversário foi inesquecível...
Ceci: deve ter sido mesmo, foi o dia que vc deu pro Túlio.
Mari: ta doida Ceci! Eu nunca beijei o Túlio.
Ceci: Pois eu já e muito. Não precisa fazer drama, deu pra ele que eu sei1
Mari: Não dei, juro!
Ceci: Ele diz pra todo mundo que comeu todas nós, e olha que é verdade, e que você foi no dia do teu aniversário!
Mari: filho da puta! Isso nunca aconteceu!
Foi assim que Mari descobriu que ela, a senhora certinha, sempre esteve na boca do povo.
No dia seguinte, quando encontrou a melhor amiga, Duda, contou pra ela a novidade e Duda riu muito e ainda sacaneou Mari.
Duda perguntou como as coisas estavam em casa e Mari respondeu que estava tudo como sempre. Duda insiste que ela tem que fazer as coisas esquentarem. Mari diz que não tem tempo, Fernando está sempre cansado e agora tá perseguindo outra promoção.
Duda pergunta como ela está e Mari diz que bem... Quando rola é bom. Duda: Bom? Meia bomba né? Mari: é, mas eu gosto do meu casamento. Nando é legal comigo, ótimo pai. Duda: Mas teve seu deslize... Me dá uma raiva! Mari: Eu lembro, mas eu topei tentar novamente. Mari: ta, ta, ta, vc sabe o que eu penso. Mas voltando ao sexo, Vc é uma mulher, precisa ... não dá pra sublimar isso! Mari: o que está feito ta feito! Duda: Mas se o problema é exatamente esse! Não se faz nada! Mari: eu sei que jeito até tem, mas eu sou tão cagona! Duda: è só fazer direito. Mari: dentro do que eu quero, é impossível! Não pode me dar trabalho, tem que ser só sexo, sem intimidade. Não dá! Duda: claro que dá! É só deixar bem claro que não é nada a mais que isso! Mari: Sem contar que isso dá trabalho! Como é que eu vou sair por aí procurando alguém pela rua, quer me comer, quer me comer? Pô não dá né! Tenho medo de encheção de saco, chantagem... Vamos esquecer e voltar a fazer justiça com as próprias mãos. Duda: Tinha que ser alguém de confiança, mas que vc sentisse algum tesão ! Que tal pagar? Mari: Credo! Duda: preconceituosa! Mari: Tem muita coisa em risco Duda, não posso dar mole. Vontade de encontrar alguém não falta, mas o cagaço é grande!
No dia, a noite olhando seu face, Mari dá de cara com um comentário do primo numa foto que ela havia postado do aniversário de Ceci. Ela não vacila, tasca um “babaca” no comentário. E fica irritada. Quando abre novamente, tem uma mensagem de Túlio. “Nossa, que grosseria!” ao que ela responde: vc ainda não viu nada! Quero falar com vc!
Na tarde seguinte Mari aparece no consultório de Túlio e explica a secretária, Dona Lili (mais ou menos 60 anos engraçada e cúmplice de Túlio em tudo), que precisa falar com o primo. Lili diz que a agenda está apertada, Mari olha em volta e só vê mulheres, avisa que pode voltar mais tarde, Lili diz que a ultima está marcada para as 6, se puder chegar por volta de 7, seria bom. Mari concorda.
Quando Mari volta, Lili está de saída, mas avisa que ela pode entrar. Mari entra, Túlio a recebe amigavelmente, enquanto coloca suas ferramentas na estufa.
TÚLIO: Prima, que surpresa! Tem tempo que a gente não se vê! Tá tudo bem?
Mari olha o consultório ainda da porta, respira fundo, se recompondo.
MARI: Não!Eu preciso conversar com vc, sobre uma coisa que descobri e que não gostei.
TÚLIO: (debochando) o que será?
MARI: Eu tou falando sério. Como é que vc sai por aí dizendo que transou comigo no meu aniversário de 15 anos?
TÚLIO:Putz! Essa reclamação tá meio atrasada.
MARI: Vc sabe que não aconteceu nada disso.
TÚLIO: Ah, coisa de adolescente, bobeira! Desculpa.
MARI: como assim, desculpa?
TÚLIO: Nana, o que vc quer que eu faça, depois de, sei lá, 30 anos?
MARI: São 25 anos e vc é um inconseqüente! Sempre foi!
Ele vai falando e chegando mais perto dela.
TÚLIO: Tá bom, eu sou um babaca! mas o que vc quer que eu faça.
Incomodada, mas mantendo a pose.
MARI: eu não sei... Mas eu acho uma sacanagem, pq vc sabe que nunca rolou nem beijo entre a gente.
Ele se aproxima dela, que encosta na parede e ele fica bem perto.
TÚLIO: Isso ainda dá pra gente mudar.
Eles se olham no olho, ele a beija bem devagar, ela aceita, mas logo recobra a consciência.
MARI: Vc é completamente maluco!
E vai embora batendo a porta, enquanto ele acha graça.
Na rua, MARI, vai limpar a boca, mas passa a mão devagar na boca, dá pra perceber uma cara de contentamento. Ela sente que aquela é a oportunidade de que DUDA sempre lhe falava. Deu meia volta. Voltou ao prédio. Subiu o elevador, mas o ar em sua face era outro. Para em frente a porta da sala e na hora em que vai tocar a campainha, TÚLIO abre a porta pronto para sair.
TÚLIO: (surpreso) Vc ?
MARI o empurra para dentro da sala de espera e fecha a porta. Ele ainda tenta saber o que ela quer, mas não dá tempo.
MARI: Se é pra fazer, então faça bem feito!
E tasca-lhe um beijo na boca, ao que ele corresponde deixando cair a bolsa de ombro, o casaco, tudo o que carregava.
Os dois se engalfinham no sofá, se atrapalham tirando a roupa um do outro enquanto não desgrudam as bocas. MARI não entende o que há com ela, mas nunca teve tanta coragem na vida, era agora ou nunca. Nada havia o que esperar daquele homem que ao mesmo tempo que não o conhecia, o conhecia desde criança. Ela sabia que TÚLIO nunca a prejudicaria, estava totalmente confiante, talvez pela primeira vez em sua vida. Por isso não exitou em abrir a calça dele enfiar a mão e sentir tudo aquilo que sempre quis, era do jeito que ela havia pensado. Então, ele ali, jogado no sofá meio que sentado, ela em cima dele de sutien e calcinha, foi lambendo o pescoço, o peito lindo, parou, admirou e olhou-o nos olhos, ele arregalado, sem entender, mas querendo o que viesse, MARI entendeu o recado e se aproximou daquele peito cheirou, esfregou o rosto e continuou descida beijando e lambendo o que visse pela frente. Ele abriu as pernas e se ajeitou no sofá de olhos fechados, enquanto ela deslizava, ficando de joelho entre as pernas daquele homem que tanto desejou na vida, enfiou a mão por dentro da cueca mais linda que já havia visto e fez o serviço muito bem feito. Ele parecia enlouquecido, se remexia com cuidado, como se tivesse receio de que acabasse. MARI parou, respirou fundo, ali de joelhos no meio das coxas dele, ela o olhou, ele sentou, olhando pra ela enfiou delicadamente as mãos nos seus cabelo pela nuca e perguntou baixinho.
TÚLIO: Garota, o que é que é isso?
E antes que ela tivesse tempo de responder, TÚLIO a jogou no tapete, baixou as alças do sutien e a fez delirar de prazer, de repente parou e começou a revirar sua bolsa jogada no sofá, até que encontrou, com um olhar de tigre tarado ele pega a embalagem de camisinha, rasga com a boca, ao que ela delira e quase desmaia, parece um sonho aquele homem ali, a penetrando devagar e maravilhosamente. Ela prova o gostinho do egoísmo, de não ter que pensar em ninguém a não ser nela mesma. Sente cada detalhe daquela relação, coisas que ela nunca ousara, porque precisava pensar no outro, trocar, ali não, ela era a dona da situação que ela própria havia criado e se dava o direito se senti-la em todas as nuances, ela chega ao orgasmo, maravilhada e feliz e ele logo em seguida. Durante instantes ela fica ali de olhos fechados e quando resolve abrir olha aquele homem ao seu lado, é TÚLIO, olhando para o teto, totalmente relaxado. Ao abrir os olhos ela se abre para algo diferente. Não esconde seu contentamento, senta-se , no que logo acompanhada por ele.
TÚLIO; quer beber alguma coisa?
Ela espreguiça-se, volta-se para ele.
MARI; Não, tenho que ir.
Começa a recolher a roupa e se vestir. Enquanto TÚLIO sem jeito ensaia algo.
TÚLIO; MARI eu/
MARI: TÚLIO tá tudo bem, fica tranquilo.
Acaba de pegar suas coisas, ajeita o cabelo, ele ainda ali no chão.
MARI: Tchau.
E antes que ele consiga perguntar qualquer coisa ela vai embora simpaticamente, sem bater a porta. Ele ainda de cueca, sem entender nada senta-se no sofá, olha a desordem em volta, passa a mão pelos cabelos.
TÚLIO: mulher louca... deliciosamente louca!
MARI chega em casa e para sua surpresa, sem o mínimo de culpa.
No trabalho Ceci pergunta se tá tudo bem, ela diz que apenas que sim. Mas a amiga






Quando Mari chega ao apartamento do primo, dá de cara com ele de toalha. Desculpa prima, mas é que uma amiga acaba de sair e ... Mari: Não tem que me explicar nada! Vou fazer um café pra vc! Ele vai pra cozinha e ela fica olhando pra ele de costas pensativa. “Ele ainda é um gostoso! Bem que... (ela se lembra da conversa com Duda)

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